MARCOS NOVAK
Eversão e Transmodernidade
Marcos Novak apresentou três conceitos principais que surgem a partir do desenvolvimento da tecnologia: arquitetura líquida, eversão e trans.A arquitetura líquida é equivalente ao conceito de Roy Ascott de technoetic. Uma arquitetura líquida, mutável. Prédios que se movem, que reagem ao meio. As comunidades virtuais mudaram a idéia de cidades. Elas são megacidades de comunicação sem fronteiras.Eversão é um conceito paralelo a imersão. As informações e o aspecto virtual vêm para o mundo natural. É quando passamos a pensar no que está além das artes eletrônicas.Trans significa transformação, todas as formas de mudança. E a transformação faz parte da modernidade. Assim como na technoetic as diversas áreas convergem, se aproximam para criar a nova realidade, o conceito trans também implica na fusão dessas áreas.
ENTREVISTA COM MARCOS NOVAK (em inglês)http://www.mat.ucsb.edu/~marcos/Centrifuge_Site/MainFrameSet.html
O CIBERESPAÇO E A ARQUITETURA
UMA OBSERVAÇÃO DA FILOSOFIA ARQUITETÔNICA DIGITAL
Jorge Alonso Rodríguez
http://www.rizoma.net/interna.php?id=135&secao=anarquitextura
O termo ciberespaço surgiu aproximadamente no meio da idade digital, nos arredores dos anos 80 quando um senhor chamado William Gibson o menciona em seu livro "Neuromancer", novela de ficção científica e refere-se claro da cultura digital. É um conceito relativamente novo, porém já experimentado por veteranos digitais e cada vez mais utilizado.
Velocidade
Suas possibilidades arquitetônicas na época, sem dúvida, não eram tão visíveis quanto a que hoje observamos. A palavra "cyber" aplica-se a qualquer processo na qual, o resultado final tenha por ajuda um microprocessador a serviço de alguma atividade pensada pelo homem, isto é, seu movimento. Não é estranho que atualmente, termos como cibermedicina e ciberantropologia se mesclem como uma coisa só.A velocidade no progresso tecnológico é crucial para entender a noção de ciberespaço. Toda a maquinaria digital de criação arquitetônica -computadores, programas, accessórios,…- triplicam sua potência e isto integra os meios, não somente as explorações na arquitetura, mas também da sociedade inteira. Assim aparece no ciberespaço, real e virtual, uma cibersociedade apoiada como um desdobramento da realidade.
Novos parâmetros
Na arquitetura, o contínuo avanço da tecnologia e um posterior desenvolvimento do ciberespaço como conceito filosófico, criaram-se processos arquitetônicos cada vez mais fragmentados e abstratos. É algo similar a uma explosão e que vai além das possibilidades de conversão para valores fixos ou necessários. Há arquitetos como do estúdio NOX e Marcos Novak que desenham e criam no ciberespaço conscientes de que o momento é único e brutal, de que o presente-futuro da Arquitetura é poderoso, imediato e novo. Estou falando de criadores que estão definindo novos parâmetros na Arquitetura e que todos devemos estar dispostos a discutir e abordar esse tema. Alguns dos quais, são sobre a Morfologia Tipológica, a Ciberantropología e a Complexidade Algorítmica (não será isso a geometria líquida?). Tudo isto está em uma Revolução da Informática impossível de parar, da qual eles também se consideram fundadores e que está fazendo desaparecer todas as barreiras e criando um novo e infinito universo arquitetônico global, uma nova sociedade. O ciberespaço e a transarquitetura são conceitos empregados em uma nova filosofia arquitetônica digital, que se trabalha com novas e emergentes investigações sobre massa, formas, volumes e construções de um espaço tecnologicamente avançados (=ciberespaço). São entornos virtuais que constituem espaços autônomos e arquitetônicos e que, por outro lado, internet se lança como um novo campo de amplitude sem precedentes, transurbano e abertamente público.
Crenças
Alguns destes novos "filósofos digitais" e dotados de grandes conteúdos de imaginação, são Arakawa e Madeline Gins (artistas e teóricos) , o Dr. Rachel Armstrong (escritor, apresentador de TV, produtor multimídia e médico), Karl S. Chu (monge budista, músico e arquiteto), Proff. John Hamilton Frazer (Diretor da escola de desenho da Universidade Politécnica de Hong-Kong), Stephen Gage (arquiteto), Marcos Novak (transarquiteto, artista e teórico), Christopher Romero (artista, arquiteto e desenhista) , Neil Spiller (arquiteto e diretor da escola de desenho da Bartlett da UCL de Londres), Lars Spuybroek (arquiteto e fundador da oficina de desenho digital NOX) e Paul Virilio (escritor e filósofo).
A essência
Com o passar dos meses, irei abordar a critatividade destes profetas do ciberespaço com os quais tenho algum contato, porém para começar lanço no ar uma afirmação de Marcus Novak sobre as crenças: "…vivemos no centro de um Renascimento Aquitetônico Global, estamos num momento em que os mais avançados e desafiantes edifícios não poderiam ser imaginados sem a ajuda digital". A pergunta é imediata, impressionantes edifícios sim, mas, são melhores? A questão a resolver, reside em utilizar toda essa potência digital não para impressionar, nem para desafiar, e sim, para criar mais beleza, uma arquitetura melhor, uma sociedade melhor. Essa é a Essência, e por muito que se empenhe nela, não é digital. Assim reside, um grande desafio. Nossos temores e nossas esperanças.






