11 janeiro 2006


SOBRE A REVOLUÇÃO DO PROCESSO EVOLUTIVO GERAL
EM DESENHO INTELIGENTE ECO-HUMANISTA

Régis Alain Barbier

Do ponto de vista fenomenológico, a consciência como atributo pode ser aqui definida como:
1) a capacidade de distinguir-se do meio - de reconhecer intervalos entre si e o contexto;
2) somado à habilidade de operar essa distinção dirigindo-se em busca do que for suficiente para garantir a sobrevida. Nessa definição, todo o reino animal – inclusive os microrganismos - é de certa maneira e dentro de um certo grau dotado de consciência.

Universalizando o conceito, o fenômeno da consciência pode ser imaginado como um foco de luz aceso pela pressão evolutiva e irradiando em intensidade, e crescendo, a partir dos seres unicelulares, em direção aos seres multicelulares até os mamíferos e à espécie humana a partir de onde, nessa metáfora, parece se tornar um fenômeno diretor apto a modelar na esfera planetária as manifestações respeitantes à vida. Na biosfera, o fenômeno da consciência parece encontrar a sua culminância e complexidade na humanidade dotada da capacidade de imaginar, sonhar, simbolizar, expressar, traduzir e comunicar sinais: de idealizar e projetar.

O desenvolvimento em escala planetária da crise econômica e social pode ser analisado como sendo o resultado de ações planejadas a partir de um cabedal de consciência ainda aquém do que seria justo esperar do autodenominado “homo-sapiens”: crenças, sentimentos e comportamentos profundamente enraizados na abóbada craniana e no coração de boa parte dos indivíduos da nossa era projetam na abóbada celestial um calamitoso buraco na camada de ozônio.

No planeta, a sede de progresso surge como uma entidade insaciável em busca de ter, acumular, guardar e possuir, propulsionada por combustíveis fósseis como o petróleo e o gás, pela energia obtida da destruição das florestas e ainda pela decomposição nuclear dos minerais vem causando um genocídio em escala planetária, destruindo os recursos do globo, exalando toneladas de dióxido de carbono, excretando os mais inaceitáveis resíduos tóxicos, inclusive nucleares, na terra, nos mares e no ar.

Ao longo da história, a contínua destruição de inúmeras nações e culturas, acrescida dos desacertos causados pela sustentação de governos ditatoriais evidenciam um vandalismo sistemático e global. A violência, a expropriação sumária, a organização de monopólios mercantis, a institucionalização da corrupção, a erradicação da diversidade e criatividade em favor de uma uniformização imperial levam, progressivamente, a humanidade à escassez e autodestruição.

O estresse crônico, como o atrito de uma máquina desregrada, destrói a raça humana. A insônia, fadiga, cefaléia e disfunções diversas são a regra. A liberação crônica excessiva de adrenalina e cortisol levam à hipercolesterolemia, hipertensão, taquicardia, aumento da adesividade plaquetária, arteriosclerose e depressão, inclusive imunológica.

Esse mal-estar existencial fornece um terreno propício ao surgimento de paradigmas e crenças de minus valia. Os mitos de “expulsão do paraíso” e hermenêuticas correlatas ainda predominam no inconsciente coletivo aniquilando ainda mais a auto-estima essencial dos indivíduos. Por deslocamento e projeção, os sentimentos de inferioridade se universalizam e até mesmo a “mãe natureza” é vista como traiçoeira e falsa.

Uma crise dolorosa, mas de certa forma impulsionando e motivando a busca do próximo patamar fenomênico de consciência – a consciência universal – que revela ser não apenas um refugio, um alivio, um porto seguro, uma cura, mas sim uma fonte intuitiva de recursos a partir de onde imaginar e tecer novas condutas e prioridades vivenciais, novos modos de ser.
Mais...
http://www.panhuasca.org.br/portugues/noticias.asp#14
www.podervegetal.blogspot.com

Um comentário:

Raíssa disse...

tia,mto interessante o site!
curti,pode mandar mais assuntos relacionados com certeza!
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ps:demorei pra responder porque só agora entrei na internet!
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